FIAR 3: redes de artes visuais no Recôncavo


“'Fiar é fazer rede, e o FIAR 3 se propõe como um festival de intervenções, no qual os residentes compõem e articulam redes artísticas em suas localidades. Esses grupos têm um mapeamento de coletivos e artistas individuais em seus territórios de origem. Assim, cabe ao FIAR ser um espaço de encontro de redes, com o objetivo de construir um contexto mais amplo de produção e circulação artística”, explica Tininha Llanos, curadora do festival.

O FIAR 3 surge da proposição de residência artística entre indivíduos que já atuam em processos coletivos e associativos. O mote central é o Encontro das redes.


 

Abaixo, segue release oficial! Divulgue nas redes!

 

 

FIAR 3 promove encontro das redes de artes visuais no Recôncavo

 

O Festival de Intervenções Artísticas do Recôncavo (FIAR 3) chega à terceira edição com a proposta de promover o encontro das redes de artes visuais no Recôncavo Baiano. A programação gratuita reflete essa característica nos bate-papos, intervenções, encenações, cobertura colaborativa, apresentações e oficinas, com artistas e grupos independentes de diferentes partes do país. Também traz um expoente do Chile que integra a plataforma DESISLACIONES, uma rede de artistas e coletivos de arte da América Latina. O FIAR 3 acontece de 29 de fevereiro e 3 de março nas cidades de Cachoeira e São Félix.

“'Fiar é fazer rede, e o FIAR 3 se propõe como um festival de intervenções, no qual os residentes compõem e articulam redes artísticas em suas localidades. Esses grupos têm um mapeamento de coletivos e artistas individuais em seus territórios de origem. Assim, cabe ao FIAR ser um espaço de encontro de redes, com o objetivo de construir um contexto mais amplo de produção e circulação artística”, explica Tininha Llanos, curadora do festival.

Intervenções e performances

Grupos e artistas independentes foram convidados para desenvolver intervenções urbanas e audiovisuais nas localidades da região do Recôncavo. Cenário histórico e legado cultural da região farão parte das práticas coletivas. Dessa forma, as atividades vão se relacionar com os diferentes processos das cidades de Cachoeira e São Félix. Isso se expressa, por exemplo, nos trabalhos do coletivo Mucambo Nuspano, que faz moda street.

 

Do Piauí, WG e Gilsão vão grafitar expressões da feira em roupas sem estampa usadas por pessoas que circulam pelo lugar. A ideia é que elas desfilem suas imagens hiper realistas. A performance inicia a programação do evento no dia 29, na feira livre de Cachoeira, um dos principais espaços públicos da cidade.


No dia 1 de março, a intervenção é do pernambucano Ricardo Brazileiro. Ele vai montar 3c0, intervenção urbana interativa que coleta dados ambientais em tempo-real e constrói um ecossistema híbrido que reage com as intensidades do cotidiano urbano. Seus guarda-chuvas equipados com sensores analógicos e digitais vão ocupar o Jardim Grande de Cachoeira. Para o dia 2, o GIA – Grupo de Intervenção Ambiental, da Bahia, propõe a montagem do Flutuador, uma pequena ilha feita com garrafas plásticas de refrigerante. O Flutuador será instalado no Rio Paraguaçu, que margeia as cidades do Recôncavo. O SambaGIA fecha o evento com muita celebração na feira livre de Cachoeira, no sábado a partir do meio-dia.


Bate-papos e lançamentos



Destaque do FIAR 3, os bate-papos contam com convidados de todo o país e também do Chile. Abertos ao público, os debates giram em torno dos assuntos ligados às redes, como colaboração e ativismo, e à arte política, atenta às questões das cidades. Eles vão acontecer no Centro Cultural Dannemam, em São Félix. O espaço, uma histórica fábrica de charutos do XIX, teve seu galpão reformado e hoje abriga eventos como a Bienal do Recôncavo. A capacidade é para 100 pessoas.


No dia 29, o tema é: As redes colaborativas de Arte. Participam dele Luis Parras (GIA e PIA-BA), Milena Durante (EIA-Experiência Imersiva Ambiental-SP), Patrícia Francisco (artista plástica e cineasta-RS) e Rosa Apablaza (DESISLACIONES-Chile).


O segundo bate-papo trata das intervenções urbanas no dia 1 de março. Sob a perspectiva “Poéticas e ativismo – proposta para um fazer junto”, envolvem-se no debate os artistas Cristiano Piton (GIA-BA), Felipe Brait (Frente 3 DE FEVEREIRO-SP), Marcelo Terça-Nada (PORO-MG) e WG (Nuspano-PI).


Após o bate-papo, haverá o lançamento do livro Intervalo, Respiro, pequenos deslocamentos – ações poéticas do Poro, do coletivo PORO.


Residências artísticas



Mais uma novidade do FIAR 3 está presente nas residências artísticas: projetos independentes em curso que se associam à rede do festival. Cambana estréia no FIAR 3. Me dê motivos é a residência que envolve OPAVIVARÁ (RJ) e o GIA, e participa da Rede Nacional da Funarte.


Cambana trará novos elementos ao festival, na manhã do dia 3 na feira de Cachoeira. Desde 2010, Maicyra Leão e Márcio Lima pesquisam os grupos ciganos/Calóns (acampamentos) da região do Recôncavo. Parte desse processo se concretiza em Cambana, uma encenação constituída de ações artísticas que ocorrem simultaneamente na feira da cidade e também de forma itinerante. As ações foram criadas por um grupo de artistas de áreas co-relatas ao teatro, como arquitetura, cenografia, dança, performance, literatura, fotografia, videoarte, para dialogar com as experiências de convívio nas comunidades. O projeto tem apoio do Fundo Iberescena e recebeu o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2011.


Outra ação importante que se junta ao FIAR é a Rádio Interofônica, que vem para mapear coletivamente as artes visuais em Cachoeira. Idealizada pelos coletivos Rádio Amnésia (BA-PE-PB) e Ondas Radiofônicas (RJ), essa ação vai realizar a primeira parte do seu projeto, a oficina Descartografias visuais, sonoras e audiovisuais, em Cachoeira. Durante o FIAR, serão feitas práticas de produção multimídia com aparelhos domésticos, como telefones celulares e câmeras fotográficas, para registrar referências artísticas locais e afetivas nos suportes de áudio, foto, vídeo e texto.


Oficinas, música e comunicação



As ações formativas do festival se iniciam no primeiro dia, com a oficina de pinhole, dada por Bianca Portugal, e animação em película, com Paula Damasceno. Elas vão ocorrer na Associação do Bairro do Tororó – Cachoeira.


À noite, o FIAR ganha cores da tradição e do trabalho de resgate da cultura popular afro-brasileira do Rio Grande do Sul, representada pelo mestre Paraquedas e pelos músicos Paulo Romeu e Cristiano Figueiró, no dia 1 às 20 horas no Centro Cultural Dannemam. Dia 2 terá festa Feladay com as invenções sonoras e visuais de Jarbas Jácome (BA).


A programação do festival será transmitida pela Rádio Amnésia, com produção de conteúdo em áudio ao vivo e pela web. Além disso, a cobertura colaborativa conta a participação de o surto coletivo (vídeo), o videoasta Lobo e os fotógrafos Mark Dayves e Hernandez.


O FIAR 3 já faz parte do calendário cultural do Recôncavo Baiano. Ele é fruto do Salão de Artes Audiovisuais do Recôncavo, que trouxe para a região uma extensa programação de exibições, performances e workshops.

Todas as informações estão em http://FIARbahia.wordpress.com/. Inscrições podem ser feitas pelo blog e garantem certificado de participação. Com exceção das oficinas, as atividades não precisam de inscrição prévia.

O FIAR 3 tem apoio da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), através do Fundo de Cultura, e da Fundação Nacional de Artes (Funarte), integrando a Rede Nacional das Artes. Outro parceiro do FIAR 3 é a Secretaria de Cultura e Turismo de Cachoeira.

 

Mais informações:



- Site oficial FIAR 3



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